Ostentação

Eu já falei a vocês o que eu penso sobre ostentação? Bem, eu deveria estar lendo um texto de sociologia, ao invés disso, estou aqui procrastinando, escrevendo um texto inútil e estúpido. Mas eu sinto que preciso escrever, então ao inferno com os meus críticos. Já basta o auto corretor do Word falando asneiras sobre a minha pontuação. Enfim, tirando essa inicial digressão quero falar sobre ostentação. Eu nunca gostei de criticar pessoas de “esquerda” (pessoalmente adoro o termo “esquerdopata”, mas obviamente estou usando esquerda no lato sensu) por possuírem objetos de luxos, como aparelhos da Apple, belos carros e boas casas. Além de ser um péssimo argumento ad hominem,eu não sei onde foi que Marx ou qualquer outro escritor socialista disse que viver uma vida de monge tibetano era condição sine qua non para ser um militante do ensinamentos comunistas. E olha que eu já me sinto um pouco babaca por ter usado três expressões em latim em um espaço tão curto. Anyway, se um se considera de “direita” (mais uma vez no lato sensu) e defensor da prosperidade econômica, não acho certo criticar outra pessoa por se utilizar das maravilhas do livre mercado e da divisão do trabalho.

Sobre divisão do trabalho, cabe outra digressão. Esse termo ficou famoso com Adam Smith, um filosofo moral, considerado pai da Economia e um liberal clássico. Como esse termo acabou com aquele lixo de “Divisão Internacional do Trabalho” utilizado por todo professor de ensino médio com formação Marxista, eu não sei. Falando nisso, numa nota mental, ainda preciso ler Raymond Aron, especialmente o que ele falava sobre o marxismo ser o ópio dos intelectuais.

Voltemos à ostentação. Faço esse texto devido à miríade de reações ao vídeo do “Dez mandamentos do Rei do Camarote”. Primeiramente me desculpe por usar um preciosismo como miríade. Em segundo lugar, o vídeo tem um valor humorístico inegável. Depois de um tempo surgiu o rumor de que o vídeo não era verdadeiro, mas ainda não vi nada oficial confirmando esse boato. De qualquer maneira, a reação ao vídeo foi imensa e não faltaram pessoas criticando Alexander por sua gastança na balada. A minha pergunta é: onde nos traçamos a linha para medir se algum gasto é supérfluo ou não? É um aspecto moral muito relativo. Do meu ver, uma pessoa tem o direito de gastar como bem entender um dinheiro que ganhou honestamente, sem dolo. Ao ver o vídeo fica muito claro que o problema não é a quantia gasta pelo “empresário” mas sim sua necessidade de mostrar sua riqueza. Uma coisa que todos nos fazemos em maior ou menor escala. Embora eu repugne tal tipo de atitude, conhecida como “coxinha”(um termo engraçado, que nunca de me deixou irritado, apenas com fome), temos que ter mais pena do que ódio dessas pessoas. Eu gosto de dinheiro como qualquer um. Eu diria inclusive que eu amo dinheiro. Não é questão de ambição, cobiça e sim, estou indo para lá, é para lá mesmo que eu estou levando essa discussão: O Lugar Comum!Eba! Enfim, meu ponto é que se eu tivesse mais dinheiro, poderia ter mais conforto, porque é isso que o dinheiro compra. No entanto, pelo jeito o dinheiro não ensina a não ser burro. O nosso “empreendedor” agora esta preocupado com a Receita Federal (embora eu não condene de nenhuma maneira a evasão de impostos, acredito que é uma forma válida de protesto ou de proteção contra o estado) e com ameaças de seqüestro.

A lição de moral, crianças é a seguinte: Seja rico, gaste rios de dinheiro, carpe diem mesmo(na situação do sujeito, eu teria feito uma outra abordagem, eu honestamente teria ido ao Bahamas ou a algum outro puteiro de luxo. A mulher transa com você pelo seu dinheiro, assim como as garotas que ele conhece nas baladas, mas pelo menos é algo mais honesto e sincero, além de muito mais barato) mas não seja babaca de fazer um vídeo só para se mostrar. Enfim, esse tipo de pessoa precisa se mostrar porque obviamente sua única qualidade é o dinheiro e ele precisa acreditar que apenas isso é o suficiente para defini-lo.

Só como comentário: Eu desprezo “coxinhas” embora eles façam um ótimo material para piadas. Mas o pior “coxinha” é aquele que sempre quer se achar com suas posses materiais ao invés de sua qualidades, mas que é mal pago e se esforça para não transparecer. Obviamente, eu prefiro mil vezes um “coxinha” a um chinês, ou um turco, ou um índio brasileiro, ou, deus me livre, um flanelinha. Logo, crianças, vemos também que ostentação não é esse bicho de sete cabeças que os esquerdopatas querem ti vender, a final de contas, há uma longa lista de etnias e profissões muito piores. Eu já falei a vocês o que eu penso sobre ciganos?

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