Estou com Insônia

Não consigo dormir. E diferente do que possa parecer, não é nada divertido, pq eu realmente gostaria de estar dormindo agora. Sendo assim, o que me resta é escrever:

Como toda história de pirata, essa história começa com um pirata. Ele navegava pelo mar grego, durante a época da guerra do peloponeso. Nosso personagem principal não era um Jack Sparrow, era apenas um primeiro-imediato, alcoólatra, embora isso fosse comum para a sua profissão, que só sonhava em chegar no próximo porto, receber seu pagamento para então gasta-lo todo com mulheres e vinho. Vocês tem que admitir que não era um plano tão ruim assim, considerando o horizonte de possibilidades de nosso personagem. Era uma época em que o “espirito” do capitalismo como proposto por Weber ainda não existia, mas a verdade era que o pirata gostava mesmo é de ser vagabundo e de usar um tapa-olho. Ok, posso ter inventado essa última parte do tapa-olho. Mas ele de fato gostava da cor verde, que é por acaso a cor dos papagaios de pirata. Enfim, tudo ocorria normal, o Sol já estava se pondo e não haviam muitas nuvens no céu. Eu gostaria muito de dizer que deu tudo certo e ele e sua tripulação chegaram sãos e salvos no porto, para eu então poder ir dormir na minha cama. Mas isso de fato não resolveria minha insônia, logo algo inusitado ocorreu. Uma gaivota pousou no navio, na frente do pirata. Isso seria um fato corriqueiro e corriqueiramente o pirata teria ficado feliz de a gaivota em questão não ter cagado na sua cabeça (que, diga-se de passagem, não possoia uma bandana, como normalmente se espera de um pirata) Mas em seu bico ela segurava algo reluzente. Quando o pirata se aproximou para ver o que era (o pirata sofria de hipermetropia, algo que talvez ele tivesse evitado se tivesse usado o tapa-olho como eu havia sugerido.

Cabe aqui uma pequena digressão de nossa horrível história, os piratas mais modernos, do século XIX utilizavam tapa-olhos não só pq perdiam seus olhos em batalhas, mas como o porão dos navios eram muito escuros já que não possuiam iluminação, os piratas utilizavam os tapa-olhos para habituarem um dos olhos com o escuro, dilatando sua pupila. Quando desciam para dentro do navio, alternavam o olho que estava com o tapa-olho, e com isso não demoravam tanto para acostumar a visão

voltando: O pirata então percebeu que se tratava de um anel que reluzia. E este anel, como a maioria dos aneis, estava em torno a um dedo, que por sua vez estava conectado a uma mão que a gaivota estava comendo. ” Ta ai uma coisa que não se vê todo dia” pensou o pirata “Provavelmente esse escritor ridículo vai me sacanear logo, logo” continuou em sua linha de pensamento, correta diga-se de passagem, o pirata.
Continua já, já.

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